06/05/2016
BASF

Vendas caem 29% no 1º trimestre

A BASF registrou vendas de 14,2 bilhões de euros no 1º trimestre de 2016, o que representa uma queda de 29% na comparação com o mesmo trimestre de 2015. A empresa explica que isto aconteceu por causa do desinvestimento dos negócios de comércio e armazenamento de gás, que haviam contribuído com 4,2 bilhões de euros em vendas no trimestre de 2015. “Fomos capazes de aumentar sensivelmente o EBIT antes dos itens extraordinários nos segmentos de Produtos de Performance, Materiais e Soluções Funcionais, e Soluções para Agricultura”, disse Kurt Bock, Presidente do Conselho de Diretores Executivos na Reunião Anual de Acionistas da BASF SE no Centro de Conferências de Rosengarten em Mannheim, na Alemanha.

As contribuições substancialmente menores dos segmentos de Óleo e Gás e Químicos reduziram o resultado operacional (EBIT) antes dos itens extraordinários em 164 milhões de euros, para 1,9 bilhão de euros. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu em 78 milhões de euros, para  2,8 bilhões de euros. O prejuízo do trimestre atingiu 188 milhões de euros, enquanto o lucro antes dos impostos e participações minoritárias caiu em 153 milhões, para 1,7 bilhão de euros. O lucro líquido aumentou em 213 milhões, para 1,4 bilhão.

Para 2016, a BASF prevê continuação dos desafios atuais, juntamente com riscos substanciais. As expectativas são de um crescimento do produto interno bruto: 2,3%; crescimento da produção industrial mundial: 2,0% ;crescimento na produção de produtos químicos: 3,4%; Taxa de câmbio média entre euro e dólar: US$ 1,10 por euro e preço médio do petróleo Brent de 40 dólares por barril durante o ano. “Nós confirmamos nossa expectativa para o ano como um todo: Pretendemos aumentar o volume de vendas em todos os segmentos. Entretanto, as vendas do Grupo BASF cairão consideravelmente, principalmente em consequência do desinvestimento do negócio de comercialização e armazenamento de gás natural, bem como dos preços menores de petróleo e gás. Esperamos que o EBIT antes dos itens extraordinários esteja ligeiramente abaixo dos níveis de 2015. Essa é uma meta ambiciosa no ambiente atual, volátil e desafiador, e depende sobretudo do desenvolvimento do preço do petróleo.”, afirmou Bock.

A BASF comentou que continuará a refinar o portfólio em 2016. “Nosso objetivo é concentrar em negócios de alto crescimento,” disse Bock. Ao final de fevereiro, a BASF chegou a um acordo com a AkzoNobel para vender seu negócio de revestimentos industriais. Isso permitirá que a BASF foque ainda mais em sua atividade principal com revestimentos automotivos. Em abril, um acordo foi assinado para adquirir o negócio de repintura de automóveis da Guangdong Yinfan Chemistry Co. Ltd., na China. Essa aquisição fortalece a posição da BASF perante o mercado de revestimento para repintura automotiva em franco crescimento na China. No final de abril, a BASF concordou em vender seu negócio de catalizadores poliolefínicos para a empresa americana W.R. Grace&Co. Com esse desinvestimento, a BASF continuará a intensificar seu foco na área de catalisadores de processos, em áreas de crescimento chave, incluindo catalisadores químicos e para refinarias.

As vendas do segmento de Químicos somaram 3,1 bilhões de euros no trimestre, 19% inferior por conta da queda nos preços acarretada pelo declínio nos preços de matéria-prima. O volume de vendas diminuiu sobretudo na divisão de Petroquímicos na América do Norte. Com 465 milhões de euros, o EBIT antes dos itens extraordinários diminuiu 261 milhões de euros em comparação ao 1º trimestre de 2015. Já as vendas no segmento de Produtos de Performance foram de 3,8 bilhões de euros, 6% a menos que o trimestre de 2015, principalmente devido a menores preços de venda. O principal fator foi o declínio dos preços relacionados ao petróleo nas matérias-primas, embora a pressão contínua sobre os preços do segmento de produtos de higiene também tenha influenciado. Graças à redução dos custos fixos e os altos volumes, o EBIT antes dos itens extraordinários aumentou em 32 milhões, para 547 milhões de euros.

As vendas no segmento de Materiais & Soluções Funcionais caíram 4%, para 4,4 bilhões de euros em função da queda nos preços, resultante dos baixos preços no comércio de metais preciosos. Em um cenário de mercado que continua difícil, as vendas no segmento de Soluções Agrícolas caíram em 6%, para 1,8 bilhão de euros. As vendas no segmento de Óleo e Gás caíram em 88%, para 611 milhões de euros. A troca de ativos feita com a Gazprom em 2015 significou particularmente uma ausência de contribuições do negócio de comércio e armazenamento de gás natural. As vendas ainda sofreram com a queda nos preços de petróleo e gás. Com 477 milhões de euros, as vendas do segmento Outros caíram 31% comparadas ao mesmo trimestre do ano anterior.